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História
Com 1586 metros de altitude, o Pico Itabirito constitui-se num dos
lugares atrativos para os turistas, com sua vegetação exótica e
original, suas paisagens maravilhosas não deixam a gente de esquecer do
passeio.
Os primeiros habitantes de Itabirito, situada na Zona Metalúrgica, foram
os índios Tapuias do tronco Macro-jê da tribo Cataguás que habitavam
esta região do Espinhaço.
Nos últimos anos do
séc. XVII, o bandeirante Manoel Garcia descobriu ouro nas vertentes dos
córregos Tripuí e Passa Dez, nos sopés do pico do Itacolomi.
Logo
a notícia se espalhou e surgiram outras expedições em busca de novas
lavras.
Assim surgiram as minas de Santa Bárbara e de Cata Branca dos Aredes,
originando-se, desta última, a Itabirito de hoje, no sopé do grande
pico de minério de ferro de mesmo nome.
Mas foi no século XVIII, entre 1706 e 1709, que o Capitão-Mor Francisco
Homem Del Rey e o piloto da Nau Nossa Senhora da Boa Viagem, Luiz de
Figueiredo Monterroyo por aqui chegaram em busca de ouro, começando
assim a formação dos primeiros núcleos permanentes de habitantes e
iniciando o processo de desenvolvimento do Ciclo do Ouro.
A partir daí, diversas minas foram abertas na região, sendo as
principais a do Aredes, Cata Branca, as do Córrego Seco, Pé do Morro e
Morro São Vicente.
O Capitão-Mor e o Piloto
trouxeram na nau um retábulo com a imagem de Nossa Senhora e deram o
nome à localidade de Itaubyra de Nossa Senhora da Boa Viagem do Rio de
Janeiro.
Construíram, no alto da colina, uma Ermida, que foi Capela curada
e depois Paróquia.
Hoje, no local, está a importante Igreja Matriz da Boa Viagem, que
possui, entre outras preciosidades, uma seqüência de quadros no teto da
nave principal, intitulado Ave Maria,e os pináculos das torres em talhe
piramidal esculpidos em granito, obra prima da cantaria portuguesa.
A partir de 1752, já na condição de
Distrito Colonial por Carta Régia de D. João V, recebeu o nome de
Itabira do Campo, que o identificou até o ano de 1923.
Emancipou-se politicamente em 7 de setembro com o nome de Itabirito,
originário do Tupi, que significa “pedra que risca vermelho”, nome este
que denomina um minério de ferro abundante na região, também conhecido
por minério "chapinha".
Com a escassez do ouro na região, e por ocasião da construção da estrada
de ferro, por volta de 1884, um grupo de brasileiros e estrangeiros:
Amaro da Silveira, Albert Gerspacher, Carlos da Costa Wigg e Henrique
Hargreaves perceberam a riqueza ferrífera de nosso solo.
Engenheiros da estrada de ferro Dom Pedro II, juntamente com
metalurgistas estrangeiros que pretendiam se fixar naquelas paragens,
formam a Usina Esperança (empresa pioneira da siderurgia brasileira,
cuja história se confunde com a vida e o desenvolvimento de Itabirito).
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Eles uniram-se para a
construção de um alto forno, na localidade de Esperança, cuja
construção iniciou-se em 1889 e, em 24 de junho de 1891, foi dada a
primeira corrida de ferro
gusa, tornando-se um dos primeiros Altos fornos do Ciclo Moderno da
Siderurgia no Brasil.
A réplica deste alto forno
encontra-se na entrada da siderúrgica, no Bairro Esperança.
Em 1910, neste local, foi inaugurado
o 1º Alto Forno em Carcaça de Aço da América da Sul
Também os primeiros tijolos
refratários feitos no Brasil foram elaborados em nossa cidade,
devido à descoberta de uma jazida de barro refratário próximo à
siderúrgica, na Grota das Cobras, em Esperança.
A siderurgia e metalurgia, além da extração de minério de
ferro, quartzito e caulim, são as principais atividades econômicas
locais.
Itabirito tem uma área de 545,98 km2
e fica situada a 55 km de Belo Horizonte.
Distritos : Acuruí, São Gonçalo do Bação, São Gonçalo do Monte,
Sede
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